terça-feira, 30 de novembro de 2010

Atividade extra classe

Muitas pessoas sofrem de pleonasmo, algo normal para conversas infomais, mas quando a conversa for padrão, devemos evitar que isso ocorra.

Exemplos:

"E rir meu riso"
(Vinícius de Moraes)

"Magoar-te a ti"
(Gimão Macarrão)

"Vi claramente visto o lume vivo"
(Camões)

"O caixa deve anexar junto e mandar"
(Chico Bento)


Gleydson Botelho e Andre Roberto

materia de portugues

Particulamente achei esse assunto muito simples, bem facinho de aprender e com isso puder aprender coisas novas que não conhecia ainda.

materia de portugues

Bom ..Professora eu não me lembro
de ter visto nenhum video , mas me lembro do assunto
e particulamente acho muito engraçadoo e devemos tomar muito cuidado com o q falamos no nosso dia-a-dia.



Rosanee Medeiros , Gabriela Rios e Laine Santos .. ;)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

atividade extra classe

Queridos. Na verdade já fizemos atividades demais assim, apenas leiam e compreendam o texto, para reforçaer pesquisem em outras páginas outros exemplos. Para aqueles que ficarem em recuperação é um dos assuntos, para os outros, um lembrete. Bjs e boas festas. Que o Natal traga a presença de Jesus para mais perto e o Ano Novo seja cheio de realizações. AHHH! Férias hem?!
O Pleonasmo Vicioso:

Trata-se da repetição inútil e desnescessária de algum termo na frase. Esse não é uma figura de linguagem, e sim um vício de linguagem.

Exemplos:


* Subir para cima - Se está subindo, logo, é para cima.
* Descer para baixo - Se está descendo, logo, é para baixo.
* Entrar para dentro - Se está entrando, logo, é para dentro.
* Sair para fora - Se esta saindo, logo, é para fora.
* Hemorragia de sangue - A hemorragia já trata de derramamento de sangue para fora dos vasos.
Lembram do vídeo?
é isso ai

domingo, 26 de setembro de 2010

A estrutura das palavras

De acordo, ainda, com as lições de Câmara Jr. (1989), de quem vale lembrar a condição de pioneiro da Lingüística Moderna do Brasil e fonte permanente para os lingüistas contemporâneos, os morfemas podem ser classificados do ponto de vista do significado ou do significante; a lembrar claramente para nós a condição de signo lingüístico inerente a todos os morfemas.

Koch e Silva (2002) sintetizam essa classificação, considerando a existência de quatro tipos de morfemas gramaticais paralelamente a dos lexicais: classificatórios, flexionais, derivacionais e relacionais.
1 Morfemas Classificatórios
As vogais temáticas, cuja função é a de enquadrar os vocábulos em classes de nomes (substantivo, adjetivo) e de advérbios.
• Vogais temáticas Nominais – a, e, o

Ex: bol – a, red – e, bol – o

• Vogais temáticas verbais – a, e,
i
Ex: compr – a – r, beb – e – r, part – i –r

Obs: radical + vogal temática = tema

• Tema nominal – de baixa produtividade em Português, é produtivo e relevante em outras línguas fortemente desinências (latim, alemão...)

• Tema verbal – de alta produtividade em Português (ama + s, ama + o, ama + mos, ama + is, ama + m)

2 Morfemas Flexionais
Flexionam ou alteram os morfemas lexicais, adaptando-os à expressão das categorias gramaticais admitida pela classe daquele. Conhecidos pelo nome de desinências.
• Desinência Nominais:
Gênero: Ø / a.

Lobo / lob – a

Número: Ø / s, es3

• Nos radicais de final em /l/ há perda dessa consoante com a ditongação como conseqüência morfofonêmica.

Ex: mar / mare + s - mares

Sal / as + i + s – sais

Para outros autores, trata-se de uma variante posicional de desinência, uma alomorfia condicionada. Para outros, ainda, trata-se de uma segunda desinência, indicadora do plural, ou seja, um alomorfe.
• Desinências Verbais:
• Numero – Pessoais

P1 – Ø, * o, * i (semivocálico)
P2 – s, * Ø, *ste
P3 – Ø, * u (semivocálico)
P4 – mos
P5 – is, * stes, *des, *i (semivocálico)
P6 – m, * o (semivocálico)
*conforme Koch e Silva (2000), são alomorfes.

• Modo – Temporais

Id Pr – Ø
Id Pr1 – va, * va (CI), ia, *e (CII e CIII)
Id Pr2 – ra (depreensível apenas em P6)
Id Pr3 – ra, * re (átonos)
Id Ft1 – ra, * re (tônicos)
Id Ft2 – ria, * rie
Sb Pr – e (CI), a (CII e CIII)
Sb Pr – sse
Sb Fut – r
If1 – r
Gr – ndo
Pa – do
* - alomorfes

2.1 Tipos de Morfemas Flexionais

a) Aditivos – os mais produtivos, resultam do acréscimo de um ou mais fonemas ao morfema lexical. Muitas vezes são cumulativos (modo – temporal...)

Ex: Canta + ria + s, boa + s


b) Subtrativos – resultam da supressão de um segmento fônico do morfema lexical.

Ex: irmão – irmã


c) Alternativos – resultam da alternância ou permuta de um fonema no interior do vocábulo. São de natureza redundante na maioria dos casos.
Ex:
avô – avó /ô/ x /ó/
formoso – formosa /ô/ x /ó/ - redundante
posto – postos /ô/ x /ó/ - redundante

d) Zero – resulta da ausência de marca para expressar determinada categoria gramatical, como é o caso do singular dos nomes. Só ocorre quando há oposição, no mesmo morfema lexical, com a presença do morfema.

Ex:
loja – lojas Ø x s
fala – falava Ø x va
falas – fala s x Ø

e) Latente – também tido como alomorfe Ø, caracteriza-se por não trazer em si mesmo o contraste entre as categorias gramaticais. Latente porque o significado revela-se no contexto.

Ex:
o lápis – os lápis
o artista – a artista

3 Derivacionais

Conhecidos por afixos (prefixos e sufixos), criam novas palavras na língua a partir do morfema lexical.

De bol – a, tem-se bol – ada, bol – eiro, bol – inha...

Não obedecem, como os flexionais, a uma sistematização obrigatória.

cantar/cantarolar

falar/*falarolar

gritar/ *gritarolar

*apenas virtual.
Presença de idiossincrasias ao lado de regularidades: nem todos os verbos português apresentam nomes deles derivados e quando há derivação, os processos são variados.
consolar / consolo
julgar / julgamento
⇒ Nem todo o substantivo português tem um diminutivo correspondente e os que existem podem ser utilizados, numa determinada frase, de acordo com a vontade do falante.

O resultado da derivação é um novo vocábulo, ao contrário da flexão que gera formas de mesmo vocábulo.

4 Relacionais ou de Posição

Expressão da concatenação dos morfemas lexicais entre si. Remete à noção de ordem no enunciado, situando-se no campo da sintaxe. São também as palavras gramaticais: preposições, conjunções.

Ex:
Sujeito + verbo + objeto
Pedro ouve Paulo
Paulo ouve Pedro
A posição 1 define, na ordem direta, o sujeito e a posição 2, o objeto.

Pouco estudada, a posição expõe, entretanto, questões relevantes na língua, alem de ampliar, enriquecimento, as possibilidades da enunciação, como no exemplo de Machado de Assis, em Brás Cubas.
“[...] eu não sou propriamente um autor defunto mas um defunto autor”. (ASSIS, 1977, p. 13).

Casa de madeira.

Pobre mas feliz.

Não veio porque não quis.

Afora esses tipos dos morfemas, existe, ainda, um tipo de morfema de produtividade baixa em português, aplicável na formação de palavras, constituindo mesmo um processo de formação: o morfema reduplicativo.

Ex:

O “nhenhenhém” do presidente Fernando Henrique.

Do que se viu, podemos expor, agora, o padrão geral da estrutura mórfica dos nomes e verbos em português.

Nomes:
• Base

• Base + Afixo.

• Base + Base.

• Base, tradicionalmente chamada de radical, ao qual se agrega ou não uma vogal temática (tema ou palavra atemática).

Obs: palavra atemática, constituída apenas pelo radical. Em Português, as palavras terminadas em consoante e vogais tônicas.

Ex: mar, café...
Verbo:

• Radical + Vogal Temática + Desinência Modo Temporal + Desinência Número – Pessoal
R + VT + DMT +

3.3 ANÁLISE MÓRFICA
A análise mórfica consiste na descrição da estrutura do vocábulo mórfico, depreendendo suas formas mínimas ou morfemas, de acordo com uma significação e uma função elementares que lhes são atribuídas dentro da significação e da função do vocábulo’. (KOCH; SILVA, 2002, p. 20).

3.3.1Depreensão dos elementos mórficos
a) Principio Básico: Comutação – operação contrastiva por meio de permuta de elementos para a qual são necessárias:

• segmentação de vocábulo em subconjuntos;

• pertinência paradigmática entre os subconjuntos que vão ser permutados.

Princípios Auxiliares:
•Alomorfia
- livre, não condicionada fonologicamente;

- fonologicamente condicionada (mudança morfofonêmica).


b) Mudança Morfofonêmica: aglutinação de fonemas, nas partes finais e iniciais de constituintes em seqüências, acarretando mudanças fonéticas.

Como altera o plano mórfico, a mudança é morfofonêmica.

[in + grato] = ingrato

[in + moral] = imoral

[feliz + idade] = felicidade

c) Neutralização: “[...] perda da oposição entre unidades significativas diferentes”.

1ºpessoa (cantava) x 3º pessoa (cantava)

2º conjugação (e) x 3ª conjugação (i)

vendes, vende; partes, parte

sexta-feira, 18 de junho de 2010

atividade: music Queixa (Caetano Veloso) comentando

A musica Queixa
é a historia de um amor
que surgiu sem a amada saber
e que a mesma nao o correspondeu
esse amor nao correspondido fez grandes estragos.
O cara que conta a historia
nao suporta essa perda e se queixa.

Abraços querida profª Marta
Bom descanço!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

postado por Yago Lopes

Exemplo de lírica galego-portuguesa (de Bernal de Bonaval):

"A dona que eu am'e tenho por Senhor
amostrade-me-a Deus, se vos en prazer for,
se non dade-me-a morte.
A que tenh'eu por lume d'estes olhos meus
e porque choran sempr(e) amostrade-me-a Deus,
se non dade-me-a morte.
Essa que Vós fezestes melhor parecer
de quantas sei, a Deus, fazede-me-a veer,
se non dade-me-a morte.
A Deus, que me-a fizestes mais amar,
mostrade-me-a algo possa con ela falar,
se non dade-me-a morte."

Caracteristicas deste Trovador:

-Eu lírico masculino
-Assunto Principal: o sofrimento amoroso do eu-lírico perante uma mulher idealizada e distante.
-Amor cortês; vassalagem amorosa.
-Amor impossível.
-Ambientação aristocrática das cortes.
-Forte influência provençal.
-Vassalagem amorosa "o eu lírico usa o pronome de tratamento "senhora"".
Quero à moda provençal
fazer agora um cantar de amor,
e querei muito aí louvar minha senhora
a quem honra nem formosura não faltam
nm bondade; e mais vos direi sobre e la:
Deus a fez tão cheia de qualidades
que e la mais que todas do mundo.
Pois Deus quis fazer minha senhora de tal modo
quando a fez, que a fez conhecedora de
todo bem e de muito grande valor,
e alem de tudo isso é muito sociavel
quando deve; também deu-lhe bom senso,
e desde então lhe fez pouco bem
impedindo que nenhuma outra fosse igual a ela
Porque minha senhora nunca Deus pôs mal,
mas pôs nela honra e beleza e mérito
e capacidade de falar bem, e de rir melhor
que outra mulher também é muito leal
e por isto não sei hoje quem
possa cabalmente falar no seu próprio bem
pois não há outro bem, além do seu.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Professora Marta Élen esse Texto Maluco aee.. fala:
Indiretas “Ai dona feia! foste-vos queixar”

E tbm so falta matar a mulher...de xingamento..."feia, veia e louca"
Vlw...

Cantiga de Amor

Ai, dona feia, foste-vos queixar
que nunca vos louvo em meu cantar;
mas agora quero fazer um cantar
em que vos louvares de qualquer modo;
e vede como quero vos louvar
dona feia, velha e maluca!
Dona feia, que Deus me perdoe,
pois tendes tão grande desejo
de que eu vos louve, por este motivo
quero vos louvar já de qualquer modo;
e vede qual será a louvação:
dona feia, velha e maluca!
Dona feia, eu nunca vos louvei
em meu trovar, embora tenha trovado muito;
mas agora já farei um bom cantar;
em que vos louvarei de qualquer modo;
e vos direi como vos louvarei:
dona feia, velha e maluca!

Cantiga de Amor

Querida Martha Élen , analisei á letra desta musica .
percebi , algumas caracteristicas do trovadorismo , tipo :
Crítica direta : a pessoa satirizada é identificada .
Linguagem agressiva, direta !
Pouca subjetividade

Juliana Gomes - I semestre A
CANTIGAS DE AMOR

“Senhora minha, desde que vos vi,
lutei para ocultar esta paixão
que me tomou inteiro o coração;
mas não o posso mais e decidi
que saibam todos o meu grande amor,
a tristeza que tenho, a imensa dor
que sofro desde o dia em que vos vi.”

Essa cantiga de Afonso Fernandes

Juliana Gomes - I semestre A

Cantiga de Amor

A cantiga de amor
O cavalheiro se dirige à mulher amada como uma figura idealizada, distante. O poeta, na posição de fiel vassalo, se põe a serviço de sua senhora, dama da corte, tornando esse amor um objeto de sonho, distante, impossível.
Neste tipo de cantiga, originária de Provença, no sul de França, o eu-lírico é masculino e sofredor. Sua amada é chamada de senhor (as palavras terminadas em or como senhor ou pastor, em galego-português não tinham feminino). Canta as qualidades de seu amor, a "minha senhor", a quem ele trata como superior revelando sua condição hierárquica. Ele canta a dor de amar e está sempre acometido da "coita", palavra frequente nas cantigas de amor que significa "sofrimento por amor". É à sua amada que se submete e "presta serviço", por isso espera benefício (referido como o bem nas trovas).
Essa relação amorosa vertical é chamada "vassalagem amorosa", pois reproduz as relações dos vassalos com os seus senhores feudais. Sua estrutura é mais sofisticada.
São tipos de Cantiga de Amor: -Cantiga de Meestria: é o tipo mais difícil de cantiga de amor. Não apresenta refrão, nem estribilho, nem repetições (diz respeito à forma.) -Cantiga de Tense ou Tensão: diálogo entre cavaleiros em tom de desafio. Gira em torno da mesma mulher. -Cantiga de Pastorela: trata do amor entre pastores (pebleus) ou por uma pastora (pebléia). -Cantiga de Plang: cantiga de amor repleta de lamentos.
Exemplo de lírica galego-portuguesa (de Bernal de Bonaval):
Cantiga
"A dona que eu am'e tenho por Senhor
amostrade-me-a Deus, se vos en prazer for,
se non dade-me-a morte.
A que tenh'eu por lume d'estes olhos meus
e porque choran sempr(e) amostrade-me-a Deus,
se non dade-me-a morte.
Essa que Vós fezestes melhor parecer
de quantas sei, a Deus, fazede-me-a veer,
se non dade-me-a morte.
A Deus, que me-a fizestes mais amar,
mostrade-me-a algo possa con ela falar,
se non dade-me-a morte."

segunda-feira, 14 de junho de 2010

terça-feira, 8 de junho de 2010

eei Professora,

Vi a música e pude analiza-lá.
Apresenta características da cantiga de escárnio do gênero satírico, pois o eu-lírico faz uma satira a alguma pessoa, fala mal por meios de ambiguidades, trocadilhos -serpente, nen sente que me envenenou- que ela despertou a amor dele sem intenção de ama-lo. -Ajoelha e não reza- começa algo e depois não termina, um sentimento criado por ela que agora o abandona. -Senhora, e agora, me diga onde eu vou- ela o deixou sem rumo. -Talvez tenha sido pecado- por ele estar sofrendo diz que foi um pecado, um erro.

Bom, é isso professora. Nem sei se esta correto...

Laine Santos

eii prof !
escutei a musica e entendi que ela conta a história de um homem apaixonado
que fala sobre seu grande amor, seu sofrimento forte porem triste para sua amiga, e essas caracteristicas estão relacionadas com a cação de amigo.
o trovadorismo aparece por meio de trocadilhos," serpente nem sente que me envenenou", "que ela despertou o amor dele sem intenção de amalo ", "ajoelha e não reza "e "talvez tenha sido pecado".

foi o que eu entendii professora*-*


Rosane Medeiros...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Vistes, mias donas, quando noutro dia

o meu amigo comigo falou,

foi mui queixos’ e, pero se queixou,

dei-lh’eu enton a cinta que tragia,

mais el demanda-m(or’) outra folia.

E vistes (que nunca, nunca tal visse!)

por s’ir queixar, mias donas, tan sem guisa,

fez-mi tirar a corda da camisa

e dei-lh’eu d’ela bem quanta m’el disse,

mais el demanda-mi al, que non pedisse.

Sempr’ (a)verá don Joan de Guilhade,

mentr’el quiser, amigas, das mias dõas,

ca já m’end’el muitas deu e mui bõas,

des i terrei-lhi sempre lealdade,

mais el demanda-m’ outra torpidade .